terça-feira, dezembro 30, 2008

Os jornalistas estão matando o Jornalismo

Um dia desses estava na redação da TV Assembléia Legislativa do RS e um colega meu, diante de um fato ocorrido com uma colega, me entregou um texto escrito por um jornalista, que agora não me recordo o nome, sobre a morte do Jornalismo. Para resumir o que continha naquela material vou direto ao assunto. O texto narrava um dia vivenciado pelo autor da obra, pois vamos chamar essa redação de obra-prima. Nesse dia, um temporal havia desabado na capital paulista e ele sem guarda-chuva não hesitou em usar um jornal para se proteger da água que caia torrecialmente sobre a sua cabeça.

Mas antes disso ele ainda deu uma última olhada para a capa do veículo que tinha em mãos. Qual a manchete. São Paulo vence e abre dois pontos de vantagem sobre o Grêmio na liderança do Brasileirão. Qual a novidade? E o autor mesmo responde. Qualquer criança sabe disso, pois já teve acesso na internet, já viu a mesma notícia no Fantástico, além de todos os gols da rodada em diversos programas dominicais de esporte. Ah! Quase me esqueci do rádio, isso se ele não foi ao jogo do seu time. Ora! Não que o futebol não seja notícia ou algo interessante, mas por favor, mudem as manchetes. Pesquisem, façam coisas atraentes e interessantes para o leitor.

E justamente sobre isso é que o jornalista bate. Quem torna o Jornalismo enfadonho, mal feito, pouco criativo? Resposta.... duas chances para o meu humilde leitor tentar acertar. Por isso, ele não pensou duas vezes antes de usar aquele bolo de papel para se proteger da chuva naquela segunda-feira.

Diante de tantos acontecimentos importantes, até mesmo esportivos, como por exemplo o êxito dos brasileiros na europa ou até mesmo o racismo na rússia contra jogadores negros. Isso pode ser notícia, pode ser cultura. Pena que o produto, fruto de um estresse tremendo para que ele chegasse às bancas de revistas tenha virado proteção contra a chuva. Os culpados somo nós jornalistas despercebidos dos fatos mais importantes.

O autor conclui o seu belo texto assim. Afirmando que quem está matando a profissão são os editores apressados por preencher espaços nas páginas em branco com qualquer coisa como se o leitor fosse uma ameba, ou melhor, um parasita incapaz de colher informações com antecedência ou estar ligado aos acontecimentos. Fui vítima dessa mesma pressa, quando tentei informar o leitor e fui vetado pela pressa de um editor frustrado.

Minha matéria foi abortada antes de nascer e o que me incomoda é saber que isso não ocorre só comigo.

segunda-feira, dezembro 22, 2008

A volta dos que não foram

Mais uma vez, venho me redimir pelo meu período de ausência. Estive um pouco atarefado com conslusões universitárias nos últimos meses, mas agora que está tudo limpo voltaremos a ativa e aos comentários esportivos. Temporada de contratações. Quais as notícias que cercam o mundo da bola? Só isso. Quem vem, quem vai, quem fica e etc. Todo o ano a mesma coisa. Claro, isso deve ser informado, afinal é o torcedor quem paga a conta e informação é a prioridade, mas ainda há espaço para mais coisas. E é justamente isso que pretendo fazer nos próximos meses, isto é, mais coisas. Uma matéria quentinha e diferente está saindo do forno para os humildes leitores.

Mas enquanto ela não chega, apreciem a minha mais nova tarefa. Repórter político do canal 16 da NET, no RS. TV Assembléia Legislativa.

Um abraço e até o próximo post.
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