terça-feira, dezembro 30, 2008

Os jornalistas estão matando o Jornalismo

Um dia desses estava na redação da TV Assembléia Legislativa do RS e um colega meu, diante de um fato ocorrido com uma colega, me entregou um texto escrito por um jornalista, que agora não me recordo o nome, sobre a morte do Jornalismo. Para resumir o que continha naquela material vou direto ao assunto. O texto narrava um dia vivenciado pelo autor da obra, pois vamos chamar essa redação de obra-prima. Nesse dia, um temporal havia desabado na capital paulista e ele sem guarda-chuva não hesitou em usar um jornal para se proteger da água que caia torrecialmente sobre a sua cabeça.

Mas antes disso ele ainda deu uma última olhada para a capa do veículo que tinha em mãos. Qual a manchete. São Paulo vence e abre dois pontos de vantagem sobre o Grêmio na liderança do Brasileirão. Qual a novidade? E o autor mesmo responde. Qualquer criança sabe disso, pois já teve acesso na internet, já viu a mesma notícia no Fantástico, além de todos os gols da rodada em diversos programas dominicais de esporte. Ah! Quase me esqueci do rádio, isso se ele não foi ao jogo do seu time. Ora! Não que o futebol não seja notícia ou algo interessante, mas por favor, mudem as manchetes. Pesquisem, façam coisas atraentes e interessantes para o leitor.

E justamente sobre isso é que o jornalista bate. Quem torna o Jornalismo enfadonho, mal feito, pouco criativo? Resposta.... duas chances para o meu humilde leitor tentar acertar. Por isso, ele não pensou duas vezes antes de usar aquele bolo de papel para se proteger da chuva naquela segunda-feira.

Diante de tantos acontecimentos importantes, até mesmo esportivos, como por exemplo o êxito dos brasileiros na europa ou até mesmo o racismo na rússia contra jogadores negros. Isso pode ser notícia, pode ser cultura. Pena que o produto, fruto de um estresse tremendo para que ele chegasse às bancas de revistas tenha virado proteção contra a chuva. Os culpados somo nós jornalistas despercebidos dos fatos mais importantes.

O autor conclui o seu belo texto assim. Afirmando que quem está matando a profissão são os editores apressados por preencher espaços nas páginas em branco com qualquer coisa como se o leitor fosse uma ameba, ou melhor, um parasita incapaz de colher informações com antecedência ou estar ligado aos acontecimentos. Fui vítima dessa mesma pressa, quando tentei informar o leitor e fui vetado pela pressa de um editor frustrado.

Minha matéria foi abortada antes de nascer e o que me incomoda é saber que isso não ocorre só comigo.

segunda-feira, dezembro 22, 2008

A volta dos que não foram

Mais uma vez, venho me redimir pelo meu período de ausência. Estive um pouco atarefado com conslusões universitárias nos últimos meses, mas agora que está tudo limpo voltaremos a ativa e aos comentários esportivos. Temporada de contratações. Quais as notícias que cercam o mundo da bola? Só isso. Quem vem, quem vai, quem fica e etc. Todo o ano a mesma coisa. Claro, isso deve ser informado, afinal é o torcedor quem paga a conta e informação é a prioridade, mas ainda há espaço para mais coisas. E é justamente isso que pretendo fazer nos próximos meses, isto é, mais coisas. Uma matéria quentinha e diferente está saindo do forno para os humildes leitores.

Mas enquanto ela não chega, apreciem a minha mais nova tarefa. Repórter político do canal 16 da NET, no RS. TV Assembléia Legislativa.

Um abraço e até o próximo post.
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sexta-feira, outubro 24, 2008

Movimento contra brasileiros

Hoje li uma matéria em um site desses de esporte que falam de tudo e ao mesmo tempo não falam nada, se é que dá para entender. Entretanto, uma matéria me chamou a atenção. Ela descrevia algumas frases de torcedores do Real Madrid se manifestando contra a contratação do jovem atleta Douglas Costa, que ainda não jogou cinco partidas pelos profissionais do Grêmio e já despertou o interesse de clubes europeus. Isso tem muito a ver com o olho grande e gordo de empresários interesseiros. Isso é decepar, arrancar brutalmente um talento que pode render ainda mais, futuramente para o clube de forma irracional.
Pato, por exemplo, jogava muito mais do que está jogando hoje no Milan. Anderson, herói na batalhas dos Aflitos, tinha um futebol simplesmente fantástico antes de ir para o Porto e agora no Manchester, onde atua como volante. Lamentável.
Mas sem descontextualizar, vamos aos fatos. Na matéria alguns torcedores chamaram os jogadores brasileiros de mercenários, afirmaram que vão para a Espanha apenas para fazer festa e que não valem um terço do que é investido neles. Teve torcedor que chamou o Douglas Costa de outro Robinho. Para vermos que nem tudo são rosas, nem tudo é belo por lá. Quem se ilude que vai ter vida fácil, vai encontrar muitas dificuldades e, sem uma boa estrutura psicológica, facilmente se perdem e perdem o principal de tudo, o seu talento.
Mas é de se salientar algo interessante nisso tudo. Se é essa a impressão que alguns torcedores tem dos jogadores brasileiros é necessário uma pausa para reflexão. Se o ganha pão dos nossos clubes são esses talentos que vão, lamentávelmente, embora ainda meninos, é preciso algo a mais para mudar essa imagem, para que os dirigentes de clubes europeus não comecem a diminuir as ofertas por nossos craques precoces, e para que esse movimento de que é preciso investir nos talentos europeus, como foi sugerido, não se desenvolva de maneira descontrolada.
Volto a repetir. É preciso mandar alguns gananciosos empresários darem um tempo ao invés de ficar fazendo pressão para que as negociações sejam efetivadas o mais rápido possível, pensando apenas no seu bolso.
Não é hora de vender Douglas Costa e tenho certeza que a direção do Grêmio pensa assim também.

No sufoco, mas ainda líder


Por Nicolau Junior


Ufa! Depois de alguns dias inativos voltei novamente. Não desisti não de continuar escrevendo a fazendo esse exercício diário e que faz muito bem para o cérebro. Mas voltando ao assunto futebol, mais precisamente sobre a vitória por 1 x 0 do Grêmio sobre o Sport, no Olímpico, na noite desta quinta-feira, ouvi críticas e mais críticas ferrenhas sobre a atuação preocupante so Tricolor. Está certo que o desempenho apresentado não convenceu. O técnico Celso Roth resolveu contrariar a lógica de que time que está ganhando não se mexe. Tudo bem que não ganhou da Portuguesa, mas ganhou do Botafogo e do Santos. Mesmo assim, mudou do 3-5-2 para o 4-4-2. Errou. Os jogadores não se encontraram em campo, o time sofreu, mas venceu. Resumindo, foi um horror.

Agora, cá para nós, o Grêmio é lider, isolado, sozinho, absoluto, isto é, não vê ninguém na sua frente. Fez o dever de casa. O torcedor quer espetáculo, os jornalistas esportivos cumprem o seu papel de passar a informação tal qual como ela é, até para que o leitor, ouvinte ou telespectador, tenha noção do que está acontecendo dentro das quatro linhas. Mas essas críticas me parecem mais como um movimento para que o Tricolor gaúcho não chegue ao tricampeonato brasileiro.

Ora, criticar faz parte, mas colocar em questão a condição de postulante ao título já é demais. A torcida vibro com os três pontos, mas não está preocupada coisa nenhuma com a tuação do time, até porque São Paulo, Cruzeiro, Flamengo e Palmeiras, cocorrentes diretos na luta pela liderança, não estão apresentando um futebol digno de que se possa afirmar que determinada equipe é a favorita.

Em tempo, o dirigente do Sport, Guilherme Beltrão, perdeu uma grande e ótima oportunidade de ficar quieto. Afirmar que o Grêmio está praticando um anti-futebol, e jogando na base do chutão é demais para a minha cabeça. É fato que o time nordestino já está na Libertadores do próximo um ano, mas quem é Guilherme Beltrão para criticar alguma coisa. O que mais me enttristece é o fato de jornalistas, pessoas graduadas, que estudaram, dar atenção para um indivíduo como esse. Isso segue mais ou menos a linha de raciocío de um texto que li no site Impedimento sobre o trabalho da imprensa e declaraçoes de jogadores. Sou adepto do pensamento de que é preciso ser inteligente nas perguntas e pegar o caminho do diferente. Todas as coletivas são sempre as mesmas coisas, as mesmas perguntas, por isso, treinadores, às vezes, ou quase sempre, são ríspidos nas suas respostas, pois ficar sentado em uma cadeira ouvindo baboseiras por 30 minutos é árduo, enfadonho, irritante.

E é justamente isso que vem sendo feito pela imprensa. Ao contrário do que afirmam com autoridade os comentaristas esportivos, de que o torcedor está preocupado com a atuação, ao meu lado agora acabei de ouvir um colega de trabalho dizer: o que interessa são os três pontos.

Mudem os disco. Desde o início do campoenato eu ouço críticas ao Grêmio, basta uma atuação ruim ou duas, para que se adote o discurso do sinal vermelho. Se continuar assim, o Grêmio vai sair campeão.

segunda-feira, outubro 13, 2008

Conjugar é preciso

Um dia desses, durante um período reflexivo, tive um lapso de inspiração e acabei desenhando o texto que segue abaixo. Acredito que ele serve tanto para o dia-a-dia de todos os indivíduos como para os mais fervorosos torcedores, já que este espaço, inicialmente, é destinado ao futebol. Colorados e gremistas ou gremistas e colorados tem sonhos distintos nesse ano, assim como atleticanos, vascaínos, santistas, flamenguistas, são-paulinos, palmeirenses, cruzeirenses, etc. O que importa é sonhar então...

Com o passar do tempo aprendi a conjugar o verbo errar e junto com ele o magoar. Porém, ao mesmo tempo comecei a conjugar outros dois verbos, o reconhecer e o assumir. Depois de um tempo, percebi quera era importante e necessário conjugar outros verbos. Foi quando, pela primeira vez, conjuguei o perdoar e o desculpar. A partir daí, comecei a praticá-los sem medo e o fazia sempre que necessário. Mas de repente uma série de outros verbos passaram a fazer parte das minhas conjugações diárias e acabei aprendendo na marra. Uns são fáceis, como por exemplo, o sorrir, o acariciar, o beijar, o abraçar, o gostar, o adorar, o olhar, o venerar e o sentir. Outros um pouco difíceis, como o aceitar. Gostaria de fazer um pedido. Nunca deixem de conjugar o verbo mais importante e que estou conjugando agora nesse exato momento. SONHAR. É ele que nos manterá de cabeça erguida e te trará felicidade.

sexta-feira, outubro 10, 2008

Curiosidades a parte



Nicolau Junior





Nada relacionado com o futebol agora. Alguém viu essa semana algumas meninas patinando pelas ruas de Porto Alegre com um "caneta" nas costas e com roupas coloridas? Pois é, grande jogada de marketing, mas confesso que estou curioso para saber o que é. Quem quiser e tiver o interesse em verificar com um pouco mais de profundidade acessem: http://www.desafiandoainercia.com.br/ e vejam fotos das canetas sobre rodinhas ou pessoas com canetas, como quiserem... Alguém arrisca algum palpite?

Ninguém quer ser chamado de bacharel

Nicolau Junior


Nessa semana muito se discutiu sobre a nova titulação do bacharéis em medicina aqui no Sul do País. Essa é a titulação que vem sendo conferida ao formandos em duas universidades do Rio Grande do Sul. Alguns futuros médicos e recém graduados concordam e discordam ao mesmo tempo sobre esse assunto. O Conselho Regional de Medicina (Cremers), vem se posionando claramente a favor da titulação de médico e não de bacharel aos formandos com base nas resoluções do Conselho Nacional de Educação (CNE). Para isso, compara com as resoluções do CNE, que institui as Diretrizes Currriculares Nacionais ao Curso de Graduação de Direito, onde é especificado o termo Bacharelado, assim como ocorre com o curso de Ciências Contábeis, traçando uma distinção clara entre os bacharéis e os técnicos específicos.

Mas o leitor deve estar se perguntando. O que isso tem a ver com o futebol? Já explico. O termo bacharel, pelo menos para o Cremers e a grosso modo, dá uma conotação de que se os futuros médicos, se forem titulados dessa forma, estarão sendo rebaixados na mesma. Apesar de alguns afirmarem que não existe distinção, o Cremers bate na tecla de que existe. É bem sabido que os bacharéis em direito só se tornam advogados e podem exercer plenamente a sua profissão, perante o exame e crivo da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

E é a partir disso que centro o meu raciocínio voltado ao futebol. O técnico do Grêmio, Celso Roth, ainda é um aluno de graduação se comparado, por exemplo, com Wanderlei Luxemburgo, o mago Felipão, o próprio Muricy Ramalho e até mesmo o atual técnico do Inter, Tite. Portanto, se levarmos em consideração as diferenças de titulação adotadas pelo CNE, Tite já é técnico específico, enquanto Roth ainda precisa passar pela aprovação da OTT (Ordem dos Torcedores Tricolores), mas antes disso, será um bacharel, caso deixe de ser aluno universitário. Tite já levantou o caneco da Copa do Brasil pelo mesmo Grêmio, em 2001. Já Roth foi campeão da Copa Nordeste pelo Sport, no primeiro semestre de 2000, alternando entre título cariocas e uma tal de Copa Sul, lembram? Pois é...

Entretanto, o terinador gremista, adquiriu experiência ao longo da sua carreira acadêmica. Repetiu inúmeras disciplinas (no Sul do país, cadeiras), foi o aluno mais mau-humorado, aquele que discutia com professores, que matava aula para ficar jogando sinuca no DCE e tomando cerveja nos bares localizados aos redores da universidades. Hoje, está prestes a se tornar um bacharel e se tornar um "técnico específico" com a conquista do maior título da sua carreira, isto é, o Campeonato Brasileiro deste ano.

É importante salientar que o ainda bacharel está a frente dos espcialistas treinadores de Palmeiras, São Paulo e Internacional citados aqui.

Pra concluir esse post, saliento que ser bacharel e técnico específico não quer dizer absolutamente nada, pelo menos em se tratando de futebol, mas que as desconfianças e as distinções para fins de conceito sobre quem é melhor ou pior existem, isso é fato. Tirar coclusões precipitadas e julgar antes da prova pode custar a repetência na disciplina do conhecimento. Testá-lo não custa nada. Se rodar, será um enterno bacharel ou até mesmo um mero aluno de graduação estagiário em uma empresa sem grandes pretensões.

domingo, outubro 05, 2008

E o STJD Futebol Clube entra em campo

Não canso de dizer aos nobre amigos, humildes colegas de aula, de roda de futebol, de festas, enfim, que não acredito mais no futebol brasileiro desde 2005. Para os lunáticos ou desentendidos no assunto, me refiro ao título arrancado do Inter em 2005 e dado ao time da MSI, isto é, o Corinthians. Bom, o caso todos sabem, eu acredito. Árbitros corruptos manipulando resultados dos jogos. Resultado de tudo isso: cancelamento de partidas que o Coringão havia perdido e, conseqüentemente, recuperação no campeonato. Da manhã para a tarde o Inter caiu do 1º para o 4º lugar na tabela sem entrar em campo. Vergonha! Com a "ajuda" de uma entidade que não está acima de qualquer suspeita, o "Timão", sagrou-se campeão daquele ano.

Assistindo ao jogo do Palmeiras contra o Atlético-MG na TV ouvi um senhor chamado Márcio Rezendo de Freitas comentar a arbitragem daquela partida. Me levantei do sofá subitamente como se estivesse ouvindo um criminoso pego em flagrante diante das câmeras negar um crime. Acho que ele deveria se engajar na criação de gallinhas, patos, qualquer coisa, menos ousar comentar sobre arbitragem depois da grosseiria daquela emblemática final antecipada de campeonato no Pacaembu entre Inter e Corinthians, quando ele não deu um pênalti escandaloso em Tinga e, como se não bastasse, ainda o expulsou de campo. Vergonha!

Como dão espaço para um cidadão como esse na TV? Não acreditei naquilo tamanha foi a minha indignação. Como se não bastasse ele ainda comentou: "Eu já fui criticado por não marcar alguns pênaltis na minha carreira". Rapidamente a imagem do lance de 2005 me veio à mente.

Agora, é a vez do Tricolor gaúcho jogar contra o Supremo Tribunal de Justição Desportiva (STJD). E esse time do Supremo é quase imbatível. Essa semana o vice de futebol do Grêmio, Adré Krieger, colocou em cheque a credibilidade da instituição em uma declaração sobre a absolvição do meia Diego Souza do Palmeiras, que andou agredindo um jogador do Cruzeiro vergonhosamente. Resultado: o o STJD vai pedir uma cópia da entrevista e pode levar o dirigente gremista ao tribunal. Mais, o André Silva do Grêmio, em um lance absolutamente ridículo com um jogador do Vasco na partida realizada no Olímpico, foi punido. Cléber, do Palmeiras, deu um soco no rosto do Guiñazu e sequer passou pela porta do STJD.

Falta de credibilidade? Prefiro não entrar no mérito dessa questão, mas sim afirmar que falta critério para a entidade. Ah! Ainda tem o pênalti escandaloso no Soares, na partida contra o Atlético-PR, não marcado pelo juiz. Ai meu Deus! Sempre esses pênaltis. Mas não. Esse foi tão escandaloso quanto o do Tinga em 2005. Sem comentar outros fatos que prejudicaram o Grêmio e favoreceram o Palmeiras esse ano.

Ou seja, o STJD entrou em campo e a parada é dura para o Grêmio. Haja coração diria o Pavão Bueno. Ops! Perdão Gavião, quero dizer, Galvão hahaha.
Boa semana a todos!

A esperança é a última que morre

Durante essa semana utilizei bastante ditos popoulares para expressar as minhas idéias que minam a mente incansável e intensa desse que vos escreve. Mas vou utilizar mais um hoje. A esperança é a última que morre, pelo menos para os tocedores do Inter. Afinal, a parte do torcedor não é torcer? É como se fosse um casamento, onde o padre pergunta até que a morte os separem, se bem que isso já está saindo de moda, se é que já não saiu. Hoje em dia ninguém mais quer saber de é na alegria e na tristeza e blá, blá, blá. O negócio é outro, isto é, tempo modernos, mas isso não é assunto para este espaço hehehehe.

Enfim, tem que acreditar até o fim, até a última rodada, mesmo que os matemáticos afirmem que não há mais chances. Dizem que dos 30 pontos que o Colorado ainda disputará, precisa somar 24. Nada mal para um time que ganhou o Mundial de Clubes a pouco tempo. Porém, o futebol apresentado contra o Coritiba, no sábado, foi digno de um candidato ao octogonal final ´no Campeonato Municipal de Restinga Seca, Carlos Babosa, Faixinal do Soturno, Garibaldi e por aí vai. Foi de doer. Tá certo que o tempo não ajudou, mas os jogadores do Inter pareciam um bando de loucos em campo. Não havia tática, nem organização. Parecia as pelas de domingo que eu jogo com os amigos para aliviar o stress da semana e me divertir um pouco. Time que quer chegar tem que produzir muito mais do que aquilo. Será o efeito Gre-Nal? Ganharam o clássico e pensam que já fizeram a sua parte.

Um amigo meu, na imensidão dos seus pensamentos, do seu coloradismo, fanatismo, no ápice da sua esperança ele disse: "Se fizer o terceiro até os 35 minutos, dá tempo de virar". Pensei: A esperança é última que morre mesmo. Com aquela bolinha quadrada que D'Alessandro, Alex, Nilmar, Bolívar, Taison e companhia Ltda. estavam jogando, nunca aquilo ia acontecer, mas tudo bem a esperança...


Como todos sabem, não gosto de fazer prognósticos, porque corro o risco de morder a minha língua e ver todas as minhas teorias irem por água abaixo. Mas afirmo que com aquele futebolzinho apresentado no Couto Pereira, o Inter não chega a lugar algum. Para os torcedores, a esperança é a última que morre. Para os analistas, cronistas, comentaristas, "especialistas" esta é a primeira, ainda mais diante de atuações vergonhosas como as da derrota para o Vasco por 4x0 e para o Coritiba por 4x2.

sexta-feira, outubro 03, 2008

Violência não tem limite

Queria ser uma animal. Exatamente. Um animal. Um vez em uma entervista coletiva para trabalhar em uma grande empresa fui questionado se caso eu fosse um animal, qual eu gostaria de ser. Claro que não respondi dessa forma, mas quase disse: Eu sou uma animal. Um ser humano é uma animal. É um ser vivo, portanto é um animal, na minha ótica. Mas respondi que gostaria de ser um falcão. Novamente, fui questionado sobre o por que esse animal. Respondi que ele vivia protegido, pois buscava abrigo em lugares seguros e altos, buscava alimentos com agilidade, objetividade e desenvolvura, além de ter a liberdade do vôo, coisa que o animal homem só consegue fazer através de outros meios que não são os naturais.

Mas enfim, quero dizer que qualquer animal da categoria bichos, ataca quando se sente ameaçado, age por instinto e só faz o "mal", quando quer comer ou lutar por território. Mas isso é da sua natereza. Poderíamos dizer, com certeza, que são racionais. Mas qual a natureza do homem? Qual a sua racionalidade se é que ele a tem? Quando dizer que os seres humanos agem corretamente, quando temos o dom de pensar antes de agir? Eu gostaria de ser uma animal desses da categoria bichos mesmo.

As respostas para essas perguntas são facilmente encontradas se olhassemos para as arquibancadas do estádio Beira-Rio, durante o clássico Gre-Nal do último domingo, 28. Cenas que não são vistas nem na selva e mais facilmente vista em guerras. Não viu? Olhe as fotos nos jornais, as imagens na TV ou ouça as rádios para se ter uma pequena noção do que aconteceu, então.

Fui testemunha ocular do que aconteceu. Pessoas correndo para não apanhar dos policiais militares, bombas de efeito explodindo no meio da multidão, sem ao menos identificar quem é o verdadeiro culpado ou se havia crianças no meio daquilo tudo, pessoas apanhando e fugindo como se estivessem em uma verdadeira guerra. Fato é que não podemos generalizar, mas alguns baderneiros anencéfalos, marginais e deocupados para não os qualificar de outra forma, se infiltram no meio de pessoas do bem e colocam em risco a vida e a integridade física de todos que estão por perto.

O que é torcer? Por que a vontade de se agredirem, de se machucarem? Qual a satisfação que há nisso? Fico pensando se animais agiriam dessa forma. Não há resposta para isso. Qualquer tentativa de explicação ou estudo das causas desse problema seria o mesmo que justificar a ignorância desses animais do grupo dos seres humanos.

Li na Zero Hora durante esta semana terchos de e-mail enviados para os colunistas esportivos desse periódico de ambos os lados. Um acusava a torcida do Grêmio de começar a arrancar pedaços de concreto da arquibancada inferior e arremessá-los para cima. Como ela pode afirmar isso se não viu ninguém arrancando pedaço algum? Como garantir que a primeira agressão não partiu da torcida do Inter, isto é, de cima para baixo? Do outro lado, um gremista rebatia afirmando que os pedaços partiram, inicialmente, do lado colorado. Do que adianta isso agora? Se ninguém pensassem em agressão, nenhuma parte de concreto teria sido arrancada e nada disso teria começado.

Ainda lembro do Gre-Nal dos banheiros químicos. O que justifica aquela selvageria? Absolutmente, nada. Quando teremos paz? Vale lembrar que essa não foi a primeira vez que incidentes como esses aconteceram num clássico. Infelizmente, estamos rumando para os Gre-Nais de uma torcida só, pois a violência parece não ter limite.

E aí? Você ter orgulho de ser um "humano", ou prefere ser um animal. Eu fico com a águia...

quinta-feira, outubro 02, 2008

Exagero

Reparar erros cortando o mal pela raíz nunca foi uma medida eficaz em nenhum momento. O que dirá então em se tratando de futebol que, geralmente, não tem lógica. Vamos aos fatos e vou ser breve.

Vou abrir com uma questão. O grupo de jogadores do Grêmio começaram nesta quarta-feira, 1º de outubro, a concentração para que o foco na competição não seja perdido. Adianta? Afasta os jogadores daquilo que eles mais gostam, que é o convívio familiar para mergulhar numa pressão por resultados? Acho que a concentração deve ocorrer sim, mas não com exageros. Se vai adianar ou não, só teremos a resposta depois que o Tricolor entrar em campo. Antes disso, impossível formular qualquer tipo de comentário. Na minha concepção o correto era o próprio treinador deixar de levar para os treinamentos aquela cara sisuda e carrancuda, deixando o ambiente mais poluído e carregado do que o normal.

Partir para uma conversa forte, incisiva, mas porém, amigável, seria uma alternativa para tentar solucionar a perda de foco no estádio Olímpico. Agora, trancar os atletas dentro de um quarto de hotel por uma semana inteira sem sequer caminhar em uma praça e respirar um ar menos poluído é tentar contar o mal pela raíz.

Ao invés disso, é melhor reavaliar algumas decisões, escolhas, conversar e ver quem melhor suporta essa pressão, do que viver com medo de perder um título que parece, cada vez mais, estar indo mesmo para o Parque Antártica, pois que esse Brasileirão me lembra muito o de 2005...

Perdas irreparáveis

Com certeza o Inter teve a primeira baixa do mês, exatamente no primeiro dia de outubro no primeiro lance de Guiñazu. Eu diria que é uma grande baixa, uma perda irreparável. Luxação do cotovelo esquerdo. Caiu de mau jeito e agora vai ficar 21 dias de molho. Motivo para preocupação? Sim é um motivo daqueles de tirar o sono dos torcedores e da comissão técnica, pois como conceituou o próprio técnico Tite, não existe no Brasil outro atleta com tão constante quanto ele. Durante os 90 minutos e mais um pouco e em qualquer setor do campo lá está ele brigando pela bola. É, com certeza, um dos grandes trunfos do time do Inter nessa temporada. Um verdadeiro guerreiro.

Agora, sem ele, o time perde, e muito. Quem o treinador colocaro utilizará? O mais prudente seria colocar o Danny Moraes na primeira função do meio-campo, Magrão faria a segunda como vem fazendo, colocaria o Taison na terceira e manteria o Alex e o Nilmar no ataque, pois em time que está ganhando não se mexe.

Porém, como o Tite tem umas insistências inexplicáveis, provavelmente o Rosinei irá completar o setor já no próximo sábado contra o Coritiba, no Couto Pereira, às 18h10min.

Mas suposições a parte, o argentino é a grande perda do Colorado para esse mês de outubro. A previsão é de que fique de 21 a 30 dias afastado. Colorados estão torcendo para que esse tempo de recuperação seja igual ou menor do que aquele que ameaçou o "Cholo", como é carinhosamente chamado pelos seus colegas de trabalho, de ficar de fora da final do Gauchão contra o Juventude. O título no plural serve para evidenciar que o grupo não perde um jogador, mas sim o atleta que mais serve, que desempenha inúmeras funções em um mesmo jogo.

Azar? Não. Acredito em erro de planejamento e contradição, pois se o time que entraria em campo era o reserva, por que não o manteve até o final, ou então começasse com os titulares? Não era jogo para perder um atleta como o este em uma partida de tão pouca importância, porque convenhamos a Sul-Americana não leva a nada, mas o Brasileiro sim.

quarta-feira, outubro 01, 2008

Do galho ao quadrado

O dito popular é velho conhecido de todos e evoluiu do galho ao quadrado. Já explico o por quê. Acontece que tinha um que dizia: "Cada macaco no seu galho". Agora, tem um que tem até rima e diz: "ado a-ado cada um no seu quadrado". Que loucura! Mas digo isso para opinar a respeito do trabalho da imprensa esportiva no clássico Gre-Nal 373 do último domingo, 28, no Beira-Rio.

Até onde vai a responsabilidade de adquirir informação e passar para o ouvinte ou telespectador? Qual a postura a ser adotada por "profissionais" da imprensa esportiva ávidos por comunicar ao seu público o que está acontencendo no lugar onde somente ele pode estar, isto é, o lugar dos acontecimentos? A resposta é fácil. Basta que para isso cada repórter tenha ética profissional ante de mais nada e conheça os seus limites.

Entretanto, não se viu nada disso na hora em que o meio-campo Tcheco, do Grêmio, e o volante Edinho, do Inter, se enroscaram na lateral do campo e iniciaram uma confusão generalizada. Não houve socos nem tapas. Apenas um desentendimento e o grupinho que sempre separa. Porém, os nobre colegas de profissão invadiram o gramado como até então eu ainda não tinha visto, desconhecendo os seus limites e desrespeitando as regras do jogo.

Lamentável! Isso evidencia o despreparo desses profissionais, a falta de fiscalização e de orientação do órgão competente para essa atividade, no caso a Associação dos Cronistas Esportivos Gaúchos (Acerg), além de evidenciar a pressão desenfreada sofrida pelos repórteres por seus chefes em sempre dar primeiro a informação. Isso é um dos elementos que contribui diretamente para que fatos como o presenciado no último domingo possam se reptir caso não se tenha mais rigorosidade na fiscalização e orientação.

Além de arrecadar as mensalidades, é preciso que a Aceg oriente acima de tudo. Deixe bem claro as regras para depois não vir com um discurso moralizador e ameaçador de que irá extingüir do seu quadro de sócios os profissionais que infringirem as regras.

Claro que o Inter não vai ser punido, mas em se tratando de STJD, tudo é o possível, quando algum clube gaúcho está envolvido, o que dirá se dois estiverem na pauta.

Para que tudo isso não se repita e seja evitado, vamos aos dito já mencionados nas primeiras linhas deste post. Se cada um fizer a sua parte com responsabilidade, isto é, se cada um ficar no seu galho ou no seu quadrado, episódios vergonhosos como esses da imprensa invadindo o gramado sem escrúpulos, não acontecerão mais.

Filtro anti-crise

A vida é feita de crises. Daí vou ir do maior grau para o menor. Exsitem as crises nos casamentos, nos noivados, nos namoros, nas ficadas, nas relações entre amigos que, às vezes falam de mais, e ferem o orgulho do outro que nunca mais olha no olho do seu amigo, ou ex-amigo, crises familiares, crises existenciais, no trabalho e por aí vai. Falar demais é o problema. Diria que é o cerne, o centro, o epicentro o grande motivador de todas as turbulências no dia-a-dia dos seres humanos e de suas relações. Se não colocarmos um filtro entre o cérebro e a boca estamos ferrados. E aí as consequencias (nao escrevi errado não, só estou treinando as novas regras ortográficas aprovadas pelo nosso ilustre presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, que não mostrou entrosamento com o nosso idioma no início da sua carreira política), são, às vezes, irreparáveis.

Vamos aos exemplos mais concretos. Alguém especula tal coisa sobre o mercado financeiro. Especular é uma palavra tão horrível quanto o que acontece depois que especulações acontecem. Brigas, desentendimentos, discussões e crises. Me refiro ao mercado financeiro, pois foi assim que os EUA estão entrando na maior crise dos útlimos anos. Tudo começou quando alguém lançou "aquilo" no ventilador e aí estourou para todos os lados. No Brasil, as bolsas caíram nesta segunda-feira, 9,36%. A queda mensal já acumula 17,34% e 27,95% no ano. Mas o que isso te a ver se este espaço nunca tratou de economia e é voltado, não unicamente, ao esporte?

O problema é que nas relações amorosas, alguém sempre profere uma palavra que agride o seu parceiro. Daí não preciso nem comentar. Sai faísca na maioria das vezes e as conseqüências (agora não estou treinando) são, às vezes, irreparáveis, tendo que cada um ficar no seu quadrado por um longo periódo. Basta que não se pense antes de falar, ou seja, que não passe o já mencionado filtro. Quando isso acontece, a melhor coisa a se fazer é refletir para não cometer o erro novamente. Diz o ditado: Errar é humano, cometer o mesmo erro duas vezes é burrice.

Pois então, vamos ao que interessa. A crise no mercado financeiro começou com uma especulação sobre o pedido de falência de um banco norte-americano. Assim como as crises nas relações entre pessoas começa com palavras fortes que magoam e, por seguinte, acabam em brigas. E a crise do Grêmio?

Começou exatamente quando o ego de alguns dirigentes exacerbou-se nas suas declarações e nos sorriso debochado durante a concessão de entrevistas. Para evidenciar o que quero dizer, voltemos a segunda-feira que abria semana Gre-Nal, quando o presidente do clube e deputado estadual, Paulo Odone, afirmou com o seu ego elevado e seu sorriso maroto – para não dizer debochado, novamente – que o Tricolor iria jogar os 90 minutos e passar a máquina no Beira-Rio. Resultado: crise.

Ainda lembro de 1997, no emblemático clássico dos 5x2 para o Inter. O esperto do Cacalo, na época presidente do Grêmio, largou um coelho no gramado do estádio Olímpico como forma de ironizar a liderança do Inter na competição daquele ano. Resutlado: outra crise.

Por mais que se negue que o discurso do presidente Odone não tenha motivadoo adversário, o fato é que motivou sim. Mexeu com os brios dos jogadores colorados, que entraram "comendo grama" no clássico 373 e aplicaram os sonoros 4x1. Reuniões e mudanças de planejamento fazem parte do cotidiano tricolor agora, assim como fazem parte das instituições que querem arrumar a casa e reorganizr as finanças e dos indivíduos que gostariam de ver as suas crises pessoais serem extintas ou reorganizadas, amenizadas.

Agora, a ordem é superar a crise e a primeira deles é falar menos e fazer mais, porque de especulações o mundo já está cheio,

Tivesse o presidente passado o filtro....

sexta-feira, setembro 26, 2008

Geral do Grêmio: do espetáculo na arquibancada à escolha do presidente

Aos dois meses de vida, Rodrigo Marques, popularmente conhecido como Alemão da Geral, já estava na arquibancada do estádio Olímpico pela primeira vez. Para muitos, isso é um absurdo, uma loucura. Mas não para o Alemão, que foi levado pelo seu pai ainda no colo. Isto é paixão, em outras palavras, amor pelo clube. Mas esse é o começo de uma relação com o Tricolor gaúcho. Na verdade, esse seria o pivô do início de um movimento que anos mais tarde seria criado por ele mesmo. Conforme o próprio torcedor, a Geral do Grêmio é a expressão deste e de outros fatores que alimentam esse sentimento.
O que tem se notado é que há uma mudança na concepção de torcer pelo time em campo. A filosofia tanto da Geral como da Guarda Popular, é fundada na idéia de total preocupação com o Clube do coração. Como define alemão.

“Nós nos preocupamos com questões desde o concreto solto na arquibancada até a gestão do presidente”, declarou.

Grande parte da população apenas vê a paixão expressada das arquibancadas, porém, não sabe como funciona a organização do espetáculo promovido em sempre atrás das goleiras. Ver o jogo não interessa para eles. Assistir a plasticidade de cada lance, não tem a menor importância diante da expressão do sentimento. As barras atravessadas e as bandeiras impedem que isso aconteça, mas não são empecilhos para que os mais puro sentimento seja traduzido nos cânticos e gestos feitos durante os 90 minutos de partida.

Tudo isso é facilmente observado pelo restante dos torcedores que se acomodam em outros setores do estádio Olímpico e do Beira-Rio, inclusive pela própria imprensa, que, às vezes, desdenha esse movimento ou até mesmo ignora essas situações. Entretanto, poucas pessoas param para pensar no processo de criação, ou melhor, como é realizada a comunicação nos bastidores que tornam isto uma festa inesquecível a cada jogo. Para colocar isso tudo em prática é preciso criar um movimento, isto é, se organizar e é, justamente a organização das organizadas é que chama a atenção.

Quando ainda tinha 16 anos, Alemão era integrante da Torcida Jovem. Ele fala que a filosofia era bem diferente na qual hoje faz a Geral do Grêmio ser conhecida no Brasil inteiro.

“Existia a idéia de confronto, de agressão física. As pessoas se reuniam em qualquer lugar da cidade para beber e se tivesse que trocar socos e pontapés com algum integrante da torcida rival a gente trocava”, disse Alemão.

Mas tudo começou de fato na Geral, quando o mesmo Alemão foi realizar um protesto, cobrando mais atitude dos jogadores pelo mau momento que o clube vivia em 2000. Identificado por alguns dirigentes, ele acabou sendo suspenso da Torcida Jovem. A partir desse momento, houve a idéia de criação de uma nova torcida com uma mentalidade totalmente diferente. Em outras palavras, Alemão resolveu fundar a sua própria torcida e iniciar o movimento que hoje torna a Geral do Grêmio a única torcida realmente organizada.

Em 2001, estava iniciando o movimento que hoje é referência para grande parte dos torcedores gremistas e que atrai cada vez mais pessoas interessadas em compor esse seleto grupo. Mas a organização não pára por aí. Saber o que outras torcidas fazem nas arquibancadas pelo mundo, exige pesquisa e isso Alemão garante que é feito.

“Estamos sempre atentos ao que é realizado em outros países. Se achamos que seria interessante trazer para o nosso lado, fazemos sem problemas, mas sempre inovando”, afirmou.

Mas o leitor pode deve ter se perguntado. Mas de onde vem o dinheiro para isso? Aí entra a criatividade dos integrantes da Geral. Venda de mantas virou uma febre na Capital do RS. Cada uma tem um custo médio de R$ 25 reais e é facilmente vista pendurada nos pescoço dos mais fanáticos torcedores. Adesivos com a logotipia da torcida e cores do clube e chaveiros também são fonte de renda. O próprio bolso, às vezes, serve de subsídio para a promoção desse espetáculo. Doações são sempre bem vindas sem falar nas viagens para outros estados, que evidencia a capacidade de se organizar desse grupo.

Alemão preferiu deixar nas entrelinhas como eles conseguem se deslocar pelo país para acompanhar o Grêmio Foot-Ball Porto-Alegrense. Porém, revelou que recebem ajudar de pessoas ligadas ao Clube, que acabam facilitando e diminuindo consideravelmente os custos da viagem. Apesar de Alemão não confirmar e adotar um tom mais discreto quanto à isso, algumas viagens para outras cidades de fora do RS custam somente R$ 10 reais. Prova que ter boas relações e se organizar é importante para quem quer fazer parte de uma grande torcida, isto é, de um grande movimento.

“Chegar em outra cidade e ficar rodando é perigoso demais e, justamente por isso, mantemos boas relações com organizadas de outros times. Com isso, eles nos esperam e sempre almoçamos juntos e ficamos nas sedes deles até a hora do jogo”, destacou.

Mas o que essas pessoas ganham dispensando tempo com isso? Alemão garante que respeito e reconhecimento pelo amor ao Grêmio. Hoje, a Geral tem dois representantes no Conselho Deliberativo do clube. Fato impensável até o início do ano 2000. André Gutierrez e Bruno Ortiz são os homens que estão atentos as decisões políticas que envolvem o Tricolor. Inclusive, a construção do novo estádio, a Arena, no Parque Humaitá, tem participação direta dos representantes da Geral. O projeto prevê três anéis, mas foi modificado para que atrás das goleiras não haja o anel do meio, justamente para que possa ser ampliado o espaço da torcida. Além disso, haverá cadeiras removíveis para que em jogos mais importantes e que o número de torcedores seja maior, a conhecida avalanche, marca registrada da Geral, possa ser realizada a cada gol do time.

“Com certeza, isso é uma conquista. Todo esse movimento e mudança na concepção de torcer fez com que os homens do futebol entendessem que sem a Geral eles perderiam força e que um clube sem torcida não anda”, avaliou Alemão, que reconhece que a caminhada não foi nada fácil.

As portas da sede da Geral, localizada na parte de trás do Olímpico, junto ao portão onde geralmente a torcida entra, estão sempre abertas garante um dos líderes junto com o Paulão, que hoje é candidato a vereador, na cidade de Canoas.

“Quem quiser fazer parte desse movimento e declarar o seu amor pelo Grêmio pode chegar que estamos sempre abertos, mas terá que cumprir alguns pré-requisitos”, salientou, enquanto seus colegas picavam papel na sede já preparando o espetáculo para o próximo evento.

sexta-feira, setembro 12, 2008

Ato público em defesa do diploma no Jornalismo


Acredito que depois que o meu caro e humilde leitor ler esse comunicado da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), sequer preciso me manifester a respeito desse assunto. Se os homens do Direito no Brasil ainda tiverem um pouco de bom senso e vergonha na cara, não irão pensar em abolir a exigência do diploma no Jornalismo. Seria mais ou menos ir contra os princípios fundamentais em todas as áres e, por exemplo, concrodar que qualquer pessoas com um ensino fundamental ou médio pode advogar. Complexo? Não. Fácil. Basta que se olhe antes para o direito de cada cidadão, as responsabilidade e o compromisso ético que cada profissional das mais diversificadas áreas tem com a sociedade. Portanto, a luta se faz necessária diante da possibilidade de homens inteligentes, que eu espero que sejam, decidir sobre o futuro de uma profissão que durante muitos anos sofreu com a Ditadura Militar e que agora corre atrás do tempo perdido.

segunda-feira, setembro 08, 2008

O sinal vermelho não é mais garantia para pedestre

Não se pode confiar mais no sinal vermelho. Isso mesmo! Aquele que fica sob nossas cabeças e deveria avisar o motorista que trafega pelas avenidas das principais cidades do Brasil que é a vez do pedestre atravessar a via. Diz Jean Paul Sartre que o homem nada mais é do que aquilo que produz em atos. Então, se o nosso trânsito é um lixo, é porque nós todos temos grande parte de culpa nisso. Se as nossas políticas públicas não funcionam como deveriam, é porque nós somos responsáveis por isso, pois, além de elegermos pessoas incapazes de governar, não fazemos a nossa parte.

Mas enfim, digo isso e fujo do assunto que alimenta esse blog, isto é, o futebol, mais uma vez para expressar a minha indignação com uma fato que me ocorreu na manhã desta segunda-feira, 8, e desabafar um pouco comigo mesmo. No cruzamento da avenida Borges de Medeiros com a Riachuelo, no Centro de Porto Alegre, uma mãe, aparentando ter uns 30 anos esperava para cruzar a movimentada via com a sua filha no colo. O sinal fechou. Até aí tudo bem. Em tese, isso deveria indicar que é a vez do pedestre seguir o seu curso com segurança. Mas releia. Eu disse em tese. O susto fez meu corpo tremer diante do fato que vou narrar.

Um taxista, mal organizado – porque ele deveria sair mais cedo de casa se não quer chegar atrasado no seu destino e, se saiu, assuma as responsabilidades pelo seu erro e não coloque a vida de outras pessoas em risco –, mal educado, sem respeito, entre outros tantos adjetivos de baixo calão que não caberiam colocar nesse espaço por respeito aos leitores, simplesmente não obedeceu a sinalização e, por questão de 3cm não atropelou aquela mãe com a sua filha no colo.

Diante desse fato e sem me alongar muito me pergunto: Nem o sinal vermelho é mais garantia de segurança no trânsito? Se não posso confiar na sinalização vou confiar em quem? Acho que não preciso ser mais explícito para expressar o que penso. É claro que só o sinal vermelhor não deveria ser a ganratia.

Bom se pudessemos confiar nos nossos motoristas e acreditar que existe respeito com o próximo.

terça-feira, agosto 19, 2008

Continuação...

Bem, seguindo a linha de raciocício para provar que o futebol é composto por mais sorte do competência, complemento o post anterior. Faço, novamente a ressalva de que não estou fazendo campanha contra o Grêmio, ao contrário do que a mídia do Centro do país está tentando fazer, esquecendo, por exemplo, a forma como o Corinthians foi campeão Brasileiro em 2005. Quero apenas trazer exemplo de um time campeão.

No post anterior, mencionei a campanha do Inter na Libertadores de 2006 com alguns exemplos que tirariam o Colorado da competição em outros tempos. Agora, quero trzer exemplo que farão o Grêmio campeão.

Em alguns jogos desse Campeonato, o Tricolor contou com uma dose exagerada da sorte para obter os três pontos. Um exmplo disso, são os três pênaltis a seu favor no jogo contra o Atlético-PR, no Olímpico. Pelo menos dois deles sequer existiram, mas foram marcados. Resultado do jogo: 3 a 0 com três gols de Roger.

Nem vou fazer referência ao Gre-Nal. Contaram com a sorte, pois se não fosse o bandeirinha ver o lance, não haveria pênalti do Renan sobre o Rodrigo Mendes. Porém, vou mencionar a teneborsa partida contra o Santos, na Vila Belmiro. Foi para matar o torcedor, telespectador, ouvinte, etc. Ah se não fosse o Vitor fazer aquele milagre com os pés, realizando a defesa mais difícil do Brasileirão.

Enfim, depois de algumas rodada, mais três pontos contra o Vitória. Vale lembrar que no primeiro gol, Willian Magrão faz falta sobre o zagueiro, o árbitro nada marca e ele faz o gol. Na seqüência, goleada sobre o Ipatinga por 1 a 0 com gol de Perea em total impedimento. Mais uma vez os bandeirinhas fecharam os olhos no momento do passe. E, para fechar de exemplos, a última vitória contra o São Paulo. Outra vez o colombiano Perea estava à frente no momento do passe. Só que agora, ele estava 1,20m em impedimento. Só não enxerga uma coisa dessas quem não quer.

Ah! Só para lembrar, em outras épocas isso jamais aconteceria, os árbitros invalidariam esses gols e o Grêmio não estaria onde está. Portanto, o Grêmio vai sair campeão......

segunda-feira, agosto 18, 2008

Futebol: mais sorte do que competência

Quero deixar claro, já nessa primeira linha do meu post, que não estou fazendo campanha contra o Grêmio, só quero numerar alguns fatos que tornam um time campeão.

Em 2006, o Inter disputava a Libertadores da América. Jogo a jogo as coisas foram acontecendo. Ainda na primeira fase um susto em pleno Beira-Rio. Perdia por 2 a 0 para o Pumas do México. Mas não é que foi buscar a vitória. Virou para 3 a 2 para loucura da torcida. O ambiente era de total confiança. Tem coisas que não tem explicação e uma delas é essa. Havia uma energia, uma confiança no ar que fazia com que todos os torcedores não só acreditasse como tivesse a certeza de que, finalmente, o Inter ia ser campeão da América.

Enfim, veio a fase eliminatória. Depois de uma virada histórica contra o Nacional, em Montivideo, vencendo por 2 a 1, o jogo da volta parecia tranqüilo. Parecia. E á ai que entra o que quero dizer. O inter podia perder até por 1 a 0, ou qualquer empate dava a classificação ao Inter, mas lá pelas tantas o Nacional fez um gol legítimo, que acabou sendo mal anulado pela arbitragem.

Como se não bastasse o erro grosseiro, o Nacional marcou mais um gol e, novamente, ele foi mal anulado. Seria o 2 a 0 da eliminação do Inter, em pleno estádio Beira-Rio. Sem motivo nenhum ele marcou falta no Clemer, sendo que o goleiro do Inter não estava com a bolas nas mãos.

Tá! Mas o Inter se classificou, empatando em 0 a 0. Veio a LDU, do Equador e aí foi "tranqüilo". Depois de sofrer a primeira derrota na competição por 2 a 1, tinha que fazer dois gols de diferença para ir às semifinais. Passou com o resultado mínimo. Fez o dever de casa. Mas não é que, aos 47min do segundo tempo o árbitro marcou uma falta quase em cima na linha da grande área contra o Inter. Se a LDU marcasse o jogo ia para os pênaltis. Um jogador da LDU, que eu não me recordo o nome, cobrou no canto, mas milagrosamente Clemer espalmou para escanteio. No entanto, o juiz nem esperou a cobrança e o Inter se classificou.

Nas semifinais, tinha o Libertad, do Paraguai. Zero a zero morno, mas de novo, lá pelas tantas um atleta do Libertad acertou uma pancada no travessão. A bola bateu no chão, nas costas do Clemer e saiu pela linha de fundo. Em outros tempos, certamente ela (a bola) entraria. Depois disso, nada mais tirava o título do Beira-Rio. Ninguém, nem o atual campeão do Mundo na época, o São Paulo.

Resultado: sorte faz um time campeão....

No próximo post explico melhor por que me referi ao Grêmio na primeira linha...

quinta-feira, agosto 14, 2008

Associados fantasmas e Gre-Nal gelado

Ouvi um repórter esportivo de uma rádio bem conceituada da Capital gaúcha dizer: - É clima de Gre-Nal sim! Vamos parar com essa palhaçada de esfriar o clássico, porque não tem nada disso e vai começar o jogo.

Ora! Acho que o seu grau de emoção era o mais elevado entre todos que estavam envolvidos de algumas forma com a partida válida pela Copa Sul-Americana na noite desta quarta-feira, 13. Não vi, durante a semana inteira, expectativa de ambos os torcedores pelo confronto. A própria direção do Grêmio tratou de esfriar a partida, colocando um time reserva. Mas espera aí. A direção? Como assim? Sim a direção colocou o time em campo. Pelo Celso Roth seria o time titular que entraria em campo.

Mas enfim, não foi uma semana agitada das torcidas, tanto que o público total foi de 29 mil pessoas. Isso é público de Gre-Nal? Não estava chovendo o frio era suportável. Ah! Tinha o ingresso. O mais barato, se é que posso usar esse termo, custava R$ 40. Estudantes e idosos com mais de 60 anos tem direito a 50% de desconto. Sócio-torcedor também tem o benefício, além de ter prioridade na aquisição do bilhete. Mas onde estavam os 80 mil associados? Em casa ora! Passou na TV aberta. Ehhhhhh!

Essas coisas não tem explicação. Tá mas e o horário da partida? Isso é óbvio. A TV é quem manda no futebol e coloca os jogos nos horários que se encaixam na sua grade de programação. Tem também o fato de que um jogo que começa às 22 horas em plena quarta-feira, sendo que tem gente que vem de muito longe para ver o jogo do seu time do coração, tem que voltar tarde para casa, trabalhar cedo no outro dia e isso, depois da meia-noite, é tarefa ingrata.

Enfim, dentro de campo, parece que todos esses fatores também influenciaram. Por isso, eu elenquei algumas possibilidades para o clássico de número 371 entre Grêmio e Inter ou Inter e Grêmio, como queiram, ter sido esfriado por aqueles mesmos que disseram que não tem essa de esfriar a partida e que ela seria quente, ou seja, as mídias que comandam o esporte.

Pelo menos dentro de campo eu não vi nada disso. Um jogo sem brilho, sem graça, sem emoção, sem aquecimento, istó é, resfriado. Nenhum um pouco típico de duelo entre gremistas e colorados.

Ah! Antes que eu me esqueça. Quente mesmo só o clima entre as duas torcidas do lado de fora do estádio Beira-Rio antes de começar o jogo. Pedras, bombas e foguetes, foram alguns dos apetrechos utilizados por alguns colorados e gremistas. A avenida Padre Cacique parou. A Brigada Militar interveio e depois de 10 minutos, os ânimos foram acalmados. Será? Como foi a volta para casa?

segunda-feira, agosto 11, 2008

Você sabia?

Que o governo brasileiro arrecadou mais de R$ 3 bi em multas no ano passado? E você sabia também que menos de um R$ 1 bi foi aplicado para combater as mortes no trânsito ou em recursos para melhoras as estradas, sinalizações, campanhas de trânsito, etc.?

Pois é, escrito isso, não tenho mais nada a declarar, ou melhor, tenho apenas mais uma pergunta. Aonde é que o restante desse dinheiro foi parar?

Humpf!

domingo, agosto 10, 2008

Em defesa do diploma de jornalista


Adoro essas coisas. Política me facina, mas politicagem me dá ânsia de vômito. Só quero lembrar, para os leitores e colegas de profissão, que esta semana será de muita luta e esperanças para todos os jornalistas do País que passaram anos e mais anos enclausurados dentro de uma universidade pública ou particular, buscando conhecimentos sobre a profissão de jornalista.

A discussão sobre esse problema já se alongou demais. A lei que "regulamenta" a profissão data de 1969, isto mostra a necessidade de criação de uma nova lei, mesmo que a lei 972/69 tenha sofrido algumas modificações. Para que isso ocorra, é preciso que nós jornalistas e futuros jornalistas, estejamos atentos à esses problemas. A primeira mudança é a exigência do diploma para exercício da profissão.

Só para fins de conhecimento e para entender o caso, em outubro de 2001, a juíza federal Carla Abrantkoski Rister concedeu liminar para suspender a exigência do diploma. Em primeira instância, a decisão foi confirmada. Mas a Advocacia Geral da União, a FENAJ e o SJSP recorreram. Em outubro do ano passado, a 4ª Turma do Tribunal Regional Federal da 3ª Região cassou a decisão da primeira instância por unanimidade, entendendo que a regulamentação da profissão de Jornalista foi amparada pela Constituição de 1988. Após tal decisão, o Ministério do Trabalho determinou a cassação dos registros precários dos jornalistas sem diploma. (Parágrafo retirado do site da Fenaj).

Portanto, é bom que desde agora se tenha conhecimento sobre a necessidade de regulamentação da profissão, para que, futuramente, não tenhamos no Jornalismo somente pessoas alienadas e preocupadas em aparecer mais que a notícia.

Grêmio comete um crime ambiental em Belo Horizonte

Chamem os orgãos responsáveis pelo meio ambiente. Isso não se faz. É crime ambiental o que o Grêmio fez na noite deste sábado, 9, no Mineirão. E não foi a primeira vez que isso aconteceu. Já maltratou o papagaio, no Serra Dourada, a raposa, no Olímpico, já derrubou figueiras, em Florianópolis e, dessa vez, sem dó nem piedade massacrou o Galo (ao lado a última imagem do pobre coitado sorrindo).

Agora, sendo sério. Foi uma atuação digna de campeão. Para isso que eu acabei de escrever ser concretizado, basta a mídia do Centro do País admitir e reconhecer que o tricolor gaúcho é o favorito ao título. Mas é mais fácil cair uma chuva de canivetes do que isso acontecer ou então o Brasil deixar de ser um país de 21º mundo e virar uma potência na área economica, esportiva, tecnológica, social, etc. Melhor ainda, ser constituído somente por políticos honestos. Hahahaha!

Enfim, o Atlético-MG estava embalado depois de uma boa vitória de virada sobre o Santos, na Vila Belmiro, durante a semana. Agora, embalou lomba abaixo, depois de ouvir a sua torcida gritando "olé", enquanto o time treinado pelo tão contestado Celso Roth tocava a bola. Foi um verdadeiro passeio por Belo Horizonte. O resultado: mais uma goleada, dessa vez por 4 a 0. As atuações e os resultados obtidos pelo imortal dão a impressão de que há controvérsias quando os "especialistas" afirmam com toda a segurança de que esse Brasileirão é o mais equilibrado de todos os tempos. Discordo, plenamente. Depois de humilhar o Figueirense e o Galo, ambos fora de casa, não posso concordar com isso.

Ah! E por lembrar o Celso Roth nesse humilde texto, quero trazer um assunto à tona. É sobre os seres humanos bipolares, essas pessoas que mudam de humor a cada cinco minutos. Isso me assusta, e muito. Será o fim dos dias? Um exemplo disso ocorreu na partida entre Grêmio e Ipatinga, no Olímpico. O público foi superior a 30 mil pessoas e na hora que anunciaram o nome do treinador nos alto-falantes do estádio, ao invés da tradicional vaia, os decibéis de aplausos e gritos eufóricos superou, inclusive o de jogadores como Tcheco, sempre ovacionados com mais ênfase.

Aproveitando esse espaço, quero dar uma dica para os psicólogos que estão se queixando da baixa procura pelos seus serviços ou para os que estão se formando. O Olímpico é um grande campo de estudo e mercado de trabalho para vocês. Lá tem muita gente com transtornos bipolares. Se acham que eu não tenho razão, então esperem o Grêmio não conquistar esse título e o nome do Roth ser anunciado logo depois nos alto-falantes. Acreditem, se quiser.

quinta-feira, agosto 07, 2008

Grêmio goleia o Ipatinga

Sim, sim. Foi uma goleada. Se estou blefando? Claro que não. Eu sou lá homem de fazer brincadeiras com coisa séria? Quem me conhece sabe disso. Na noite desta quarta-feira, 6, o líder isolado do Campeonato Brasileiro goleou o Ipatinga, lanterninha da competição por 1x0, com gol do El Ciclon Perea.

Estou falando sério. Foi uma goleada e o time treinado por Celso Roth chegou aos 38 pontos ganhos após 18 rodadas. Depois das manifestaões de milhares de torcedores no decorrer dessas semana nas principais rádios da cidade sobre qual seria o placar desta partida, melhor falar bem baixinho que o resultado foi só 1x0, até para não causar nenhum tipo de decepção.
Como li essa semana um torcedor "humorista" escrever por essas páginas de relacionamentos tipo Orkut:

– Sou o torcedor Jatobá. Não vejo ninguém na minha frente. HA HA HA. Nossa, meu abdômen está dolorido de tanta risada que eu dei. Quanto talento para fazer piadas engraçadas. Acho que ele deveria investir nessa carreira, afinal pode ser o mais reconhecido humorista do País. Acredito que ele já pode até fazer um teste para trabalhar no programa Zorra Total da rede Globo.

Mas enfim, voltando à goleada gremista na noite de ontem, o Ipatinga escapou de levar uma sacolar cheia de gols para Minas Gerais, mas também o Grêmio escapou de ser surpreendido. Ah se não fosse o goleiro Vitor mais uma vez.

Fato é que futebol se joga dentro de campo e não fora. Eu sou adepto da teoria de que contra times pequenos não tem como manter um futebol de alto nível. Vamos às peladas tão praticadas por todos nós nos finais de semana. Junta um monte de perna de pau numa quadra e tentem jogar futebol. Não vai rolar e vai ser um horror. Agora, juntem somente pessoas que tem noção e jogam bem. É claro que o nível vai ser melhor e vai ter um jogo assistível e interessante.

É mais ou menos assim no futebol profissional. Pega um time líder e embalado e põe para jogar contra um de pernas de pau como esse do Ipatinga. Vai ser jogo de uma equipe só e o placar vai ser como a goleada de ontem aplicada pelo Grêmio.

Muricy é o mais...

... estressado, irritado, intragável, mau humorado, ignorante, sem educação, estúpido e uma série de outros adjetivos que se encaixariam como uma luva no atual treinador do São Paulo. Está certo que após a derrota para o Fluminense de virada por 3x1, no Maracanã, na noite desta quarta-feira, 6, é de deixar qualquer profissional sem paciência. O problema é que ele é sempre assim.

Eram passados mais de 30 minutos desta quinta-feira, 7, e estavam lá os jornalistas esperando a coletiva de imprensa de Muricy Ramalho. Fico pensando: – Será que está todo mundo feliz por ter que estar esperando um técnico dar explicações sobre uma derrota a essa hora, tendo que abrir mão até mesmo de ficar com as suas respectivas famílias? Com certeza, não. Portanto, seria cordial da parte desses profissionais com formação numa escola de equitação, pois estão sempre dando coices como cavalos, que tratassem as repórteres com um pouco mais de educação e respeito, até porque eles não falam para os jornalistas e sim para a torcida do clube. Os repórteres agem apenas como agentes intermediadores desse diálogo entre clube e torcedor.

Sinceramente, fiquei com pena dos jornalistas assistindo a coletiva do técnico são-paulino, pois só tomaram bordoadas, álém de conseguirem, mal e porcamente, arracancar um: "O time jogou muito mal e qualquer coisa que eu falar aqui vai soar como desculpa". Ora! Pelo salário que ele ganha deve, no mínimo, dar explicações táticas e técnicas de como e onde a equipe foi derrotada ou, então, justificar a atuação desastrosa do seu time. Isso não é dar desculpas e sim reconhecer que ele é muito bem pago para afirmar que também erra.

Ah! Mas o Muricy é o mais ou um dos mais destacados técnicos do Brasil...

domingo, agosto 03, 2008

Motivação

Em várias oportunidades do nosso dia-a-dia temos que buscar motivações para tocar a vida adiante. Cada pessoa tem o seu jeito particular e peculiar de buscar essas motivações, que lhe darão ânimo para trabalhar, estudar, ser mais calmo no trânsito, etc. É de conhecimento de todos que vivemos numa sociedade capitalista. Tudo envolve lucro. Ir na Ingreja, por exemplo, envolve lucro, pois ela precisa de dinheiro doado, na maioria das vezes, pelos seus fiéis para administrar e poder realizar as suas atividades religiosas.

Mas quando quando trabalhamos feitos loucos e não somos bem remunerados para poder gozar algumas vezes no mês, de horas de lazer? Se sempre estamos apertados e mal podemos ir ao cinema, tomar um café, comer um sanduíche, ou levara a mulher amada para desfrutar de um bom sushi, ou então de um excelente ravioli, de uma boa massa a carbonara, uma lasanha, ou um filé a parmegiana em algum ótimo restaurante, desfrutando de um bom vinho, como manter a motivação?

Para responder essa intrigante pergunta teríamos que recorrer aos profissionais da psicologia. Teorias e mais teorias seriam despejadas como forma de tentar ajudar quem buscar motivação para tocar a vida. Meus caros e humildes leitores. Quando temos saúde, uma família, amigos, comida na geladeira, uma boa cama e um teto para dormir, já é um bom motivo para nos motivarmos a buscar o que chamaria de conseqüência do nosso empenho e motivação.

Agora, quando um atleta de futebol, e me refiro ao meio-campo Alexo, do Internacional, que tem um salário não inferior a R$ 100 mil mensais, dizer na saída de um jogo que contra times grandes a motivação é maior do que contra times como o Ipatinga, dói. Ora! Se eu ganhasse metade do que ele ganha, eu cuspiria e daria soco na minha sombra e, além disso, daria voadoras nas traves e se me pedisse, eu comeria grama. Exagero? Não. Só estaria fazendo jus as minhas motivações salarias, já que preciso disso para viver nesse mundo.

Faça-me o favor! O mundo está desordenado, realmente.

Os maus árbitros e a paciência

Haja paciência com o futebol, ou melhor, com os maus profissionais que nele atuam. Teve uma época em que esse humilde blogueiro perdia o sono, quando o seu time perdia. Juntamente com isso, ficava notavelmente irritado, intragável, insuportável. Fico hoje imaginando como estão alguns torcedores após mais uma rodada do Campeonato Brasileiro. Alguns felizes, obviamente, mas outros com dor de cabeça.

Isso, porque cria-se uma expectativa sobre uma partida de futebol. Durante a semana, um técnico de futebol fica horas e horas pensando em qual estratégia montar para superar o seu adversário. Trabalha jogadas ensaiadas, assisti vídeos do adversário, conversa com o grupo, enfim, tudo que envolver a rotina de trabalho em um clube de futebol. Na hora do evento, o time faz força, os jogadoress se empenham, se esforçam, correm, e o vemos são árbitros cometendo erros primários.´Está certo que é da natureza do homem errar, mas errar absurdamente é caso para parar e pensar.

Nesse Brasileirão, constantemente temos visto árbitros colocando todo esse trabalho semanal por água abaixo. São erros capazes de tirar a paciência de todos aqueles que acompanham o esporte, inclusive desse que vos escreve. Não é possível que não se possa confiar mais na arbitragem. Mas me pergunto, por que isso vem acontecendo com tanta freqüência? Será que esse sentimento se dá pelo fato de que a imprensa está batendo e expondo mais esse problema? Ou será que é por que a qualidade da arbitragem é de fato ruim?

Vou sugerir, novamente, que os árbitros façam estágio na Europa para aprender como se apita um jogo. É claro que lá também se erra como aqui, mas em menor quantidade e, principalmente, gravidade. Esses fatos tiram a paciência de qualquer pessoa, pois faz com que todo um trabalho seja perdido.

Vale lembrar que na primeira rodada uma Comissão de Arbitragem foi montada para tornar mais rigorosa a fiscalização dos assopradores de apito. Na segunda-feira posterios a primeira rodada, nomes dos maus "juízes de futebol" foram divulgados na lista de suspensões pelos erros que cometeram. No terceiro dia após esse episódio a Fifa, entidade que só serve, na maioria das vezes, para tornar o futebol mais chato do que já vem sendo e que só pensa nos seus lucros, proibiu a divulgação dos nomes desse árbitros. O resultado disso é que ninguém sabe o que está acontecendo com o futebol braisleiro.

Agora, vai um jogador perder a paciência com essas múmias vestidas de amarelo e extrapolar na sua manifestação contrária a alguma decisão para ver o que acontece. Seu nome aparece numa lista no Supremo Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), e ele corre o risco de ficar um bom tempo sem trabalhar.

Haja paciência!

segunda-feira, julho 28, 2008

Salve Roth!

Mais uma vez, vou bater nessa tecla. O que será que houve com parte da torcida do Grêmio do odeia o Celso Roth? Mudaram de opinião? Se isso ocorreu de fato, meu parabéns. Conseguiram ser mais imparciais e viram que futebol é uma caixinha de surpresas, ou melhor, o Roth é uma caixinha de surpresas. Isso só prova o que sempre escrevo e falo. Críticas oportunistas só servem para evidencias os maus profissionais dos bons. Aqueles que não querem aparecer mais do que a notícia, são taxados de incompetentes, isto é, os mais centrados, os mais comedidos nas suas críticas. Já aqueles que gritam nos microfones das rádios, sujam as páginas dos jornais com comentários desnecessários, são conceituados como especialistas, corajosos e grandes profissioanais.

Mas e aqueles que discretamente, de uma hora para outra passam a elogiar o trabalho do técnico depois de tê-lo, indiretamente, o chamado de burro? Eu os chamaria de vaselinas. Esse é o termo mais adequado para jornalistas esportivos dessa turma. Onde estão eles agora? E os torcedores? Ah! Torcedor não conta, age com o coração e deixa a razão a quilômetros de distância dos seus sentimentos.

O Grêmio só não fez o Palmeiras voltar para São Paulo com uma sacolada de gols, porque esbarrou nas suas próprias limitações, no campo pesado da chuva e na trave. Fora isso, teria disparado na liderança com soberania. Se vai ser campeão? Não sei. Para isso, será preciso mais do que jogar bom futebol. Será preciso superar a arbitragem, que valida dois gols de mão do Flamendo na partida contra a Portuguesa. Podem chamar os gaúchos de bairristas, pois o mesmo torcedro gaúcho vai continuar chamando a CBF e a arbitragem em geral de parcial e acusá-la de favorecer os clubes do Centro do País. O que sei é que o Tricolor é um dos favoritos.

Quem é o responsável pelas derrotas? Sempre o odiado treinador. E nas vitórias? Será o motivador? Com certeza não, portanto, acreditem nele dêem um voto de confiança, pelo menos nesse momento, e gritem em alto e bom tom. Salve Roth! Ah! Os oportunistas de plantão estão logo ali adiante. Prontos para dar o bote como uma onça em posição de ataque a alguma presa para saciar a sua fome. É assim que eles agem. Cozinham em banho-maria e depois "fritam" para dizer: – Eu avisei.

O Godoi dói

Como terminei o post anterior falando da vida ingrata de um telespectador, vou começar esse adotando esse mesmo ponto de vista. Domingo, ao lado do meu cunhado, estava assistindo o programa Terceiro Tempo na TV Record, apresentando pelo ilustríssimo Milton Neves, com seu sotaque mineiro carregado, e um dos assuntos que surgiu durante o programa estava relacionado a qualidade dos árbitros brasileiros.

No entanto, um ex-árbitro de futebol chamdo Oscar Roberto Godoi disse: - Num país onde o melhor árbitro é aquele que não marca faltas, se tem uma noção da qualidade da arbitragem brasileira – se referindo a Leandro Vuaden, que fez uma arbitragem brilhante na partida entre Palmeiras e Fluminense. Ora, pois! O roto falando dos cozidos. Godoi nunca apitou nada. Passou a vida inteira assoprando apito. Hoje, o mais correto não seria chamá-lo de ex-árbitro e sim de ex-assoprador de apito. Quantas Copas do Mundo ele apitou? Ele quer que o juiz de futebol pare a partida toda vez que um atleta for ao chão em disputas de bola. Bem que fez o Vuaden, deixando o espetáculo rolar e fazer valer o preço do ingresso que o torcedor pagou para assistir ao jogo e não aos árbitros que adora aparecer, como o Godoi.

Sem mais delongas, vou direto ao ponto. Por isso e tantos outros motivos, que o esporte no Brasil é o que é. Qualquer um vai para os meios de comunicação de maior audiência do país proferir bobagens atrás de bobagens. Da mesma forma que qualquer um assume o Ministério do Esportes no Brasil e faz mais bobagens ainda. Sugiro que ele assista aos jogos de futebol em qualquer país europeu e depois volte a comentar sobre arbitragem. Mas que é irritante ficar do outro lado da tela tendo que agüentar isso sem poder fazer nada, isso é.

Entrevistas rituais

Na vida, tudo tem explicação. Sejam sobrenaturais, objetivas, concretas, nem tão objetivas e que necessitam de aprofundamento e embasamento teórico, etc. Essa é a ordem das coisas. No Jornalismo existem discursos e discursos e já explico o que quero dizer com isso.

Para quem trabalha no ramo existem alguns diferentes tipo de entrevista: tem a ritual, que é geralmente breve. São aquelas que servem muito mais para simples registro de comprovação de que o repórter está no local do evento do que o que é dito pelo entrevistado. Tem as entrevistas temátias, que abordam um assunto específico que suponha-se que o entrevistado tenha conhecimento e autoridade sobre o que ele irá discorrer, como por exemplo, a economia do pais, procedimentos médicos, etc. Além destas, só para fins de reigstro, existem ainda as testemunhais e as ocasionais.

Mas quero chegar ao ponto que diz respeito ao que está sendo dito, para quem está sendo dito e, muito mais, o compromisso com o que está sendo dito. A verdade acima de tudo. Com relação ao esporte, os discursos são sempre rituais. Sem importância do ponto de vista teórico/informativo, mas muito importantes do ponto de vista técnico. Ou seja, os jogadores de futebol, na sua grande maioria, sempre falam a mesma coisa em circunstâncias diferentes. Porém, no último sábado, após a derrota do Inter para o "grande" Ipatinga, ouvi alguns discursos sem cursos, isto é, entrevistas sem compromisso. Podemos chamar isso de desculpas esfarrapadas.

Para o torcedor que é sócio do clube, paga em dia a sua mensalidade, vai aos jogos, compra o pay-per-view, as falas dos jogadores, às vezes, soam como falta de respeito. Dizer que o cansaço e o gramado ruim foram os culpados pela derrota é, no mínimo, esquecer que quem paga, indiretamente, os salários dos jogadores é o torcedor. Ora! Se eu ganhasse metade de que ganha o Nilmar, por exemplo, eu daria pontapé na minha sombra e soco nas traves, além de "comer grama" em cada partida. Quero deixar bem claro que não estou o culpando por nada. Muito pelo contrário.

O que leva um atleta como o Alex a proferir tais palavras? Por que não assumem a culpa pela incompetência de não ter ganhado do glorioso Ipatinga, no Ipatingão, ou da Portuguesa de Desportos, no Canindé? Seria muito mais justo com esse torcedor, que ao ouvir entrevistas rituais desse tipo após cada partida, sentiria-se muito mais confortado com a derrota.
Agora, convenhamos, vida de leitor, ouvinte e telespectador não é nada fácil.

quinta-feira, julho 24, 2008

Sai Nilmar!

Os humildes leitores desse humilde blog irão me achar um desvairado. Irão pensar que estou de brincadeira. De certa forma, estou sim. Mas vou adotar a mesma linha de raciocínio do comentário sobre o Celso Roth mais abaixo. No esporte, vejo as críticas como uma forma de impulsionar um determinado atleta ou uma equipe. Servem como construtivas, ou deveriam servir embora a maioria das pessoas não enxerguem dessa forma.

Ouvi, li e assisti nesses último dois meses, críticas ferozes, inclusive de torcedores, sobre as atuações do Nilmar. Críticas relacionadas ao investimento que o Inter teria realizado nesse jogador e que não estariam dando retorno. Críticas quanto a capacidade e ao talento dele. Só que ninguém foi capaz de prestar a atenção no mais essencial, isto é, o esquema tático. Nada favorecia ao estilo de jogo do Nilmar, mas ninguém pensou nessa possibilidade.

Isso comprova que realmente a maioria dos que amam o futebol, não entendem absolutamente nada do esporte. Falam com o sentimento e não separam a razão da emoção, por isso, proferem um monte de bobagens. Sou um dos que nunca questionei o tamanho do talento do Nilmar, bem como o do Fernandão. Penso até que ele poderia, tranqüilamente, integrar a Seleção Brasileira, e por quê não? Numa seleção que já teve Afonso de atacante, o Nilmar jamais poderia ter a sua escalação contestada.

Mas vamos rapidamente aos fatos. Nos últimos quatro jogos do Inter quem marcou os gols? Aquele cujo investimento não está valendo a pena. Nesses último quatro jogos, quem salvou a pele do time? O mesmo cujo os investimentos não estão valendo a pena. Seriam as lesões nos joelhos? Talvez, o fato é que cuidem bem do que falam. Não sejam oportunistas. Eu sempre bato nessa tecla. Duvido que algum clube no Brasil não gostaria de colocar dinheiro fora com o Nilmar.

Da mesma forma que algumas pessoas insistem em criticar o técnico com a segunda e quem sabe a melhor campanha do Brasileirão – basta que o Grêmio vença o Figueirense hoje –, as críticas ao talento de Nilmar também surgem. O que eles dirão agora? Eu diria para os dois sairem, pois gente assim, parece que os jornalistas e os torcedores não gostam, então, que venham outros. Portanto, sai Nilmar! Mas ainda bem que a direção não age com a emoção ou sequer vai atrás da torcida ou até mesmo desses críticos.

quarta-feira, julho 23, 2008

E a Seleção, hein ôoooo...

Não me lembro, nesses poucos anos de vida esportiva, de ver a Seleção Brasileira de Futebol em tão baixa evidência no cenário brasileiro, porque no mundial ela sempre será pentacampeã e a melhor entre todas. "Sábios" torcedores. Queria ver essa Seleção jogando apenas uma partida em algum grupo da Euro Copa deste ano. Ou melhor, não queria não, porque a coisa ia ser desmoralizante.

Mas enfim, vi uma entrevista do Carlos Alberto Parreira sobre a sua volta ao futebol e também sobre a Seleção Canarinho. Em uma das suas respostas ele afirma com segurança, que o Brasil nunca ganhou uma medalha de ouro em Olimpíadas, porque o Páis nunca teve um projeto Olímpico. Tem toda a razão. Diante desta afirmação, não preciso escrever mais absolutamente nada. Tirem as suas prórpias conclusões e imaginem uma empresa sem planejamento estratégico. Onde ela chegará? Logo ali onde diz: Bem-vindo a lugar nenhum.

Rapidamente, vamos so grupo que foi para lá tentar alguma coisa. O Grande astro do momento, Robinho, está fora. No seu lugar, quem mesmo? Ramires? Nunca ouvi falar. Ronaldinho Gaúcho há a grande esperança de que ele volte a ser o que pode ser. Mas repito, há esperança, não certeza. Eu torço para ele, afinal gosto de futebol e ele é um dos poucos que ainda se dá bem com a redondinha. Tudo bem, seguimos adiante. Goleiros? Bom sem comentários. Zagueiros? Menos comentários ainda. Nas laterais, quem mesmo? Ilsinho? Marcelo? Tudo bem não vou criticar agora. Meio Campo, somente dois comentários. Anderson e Ronaldinho. Lucas, não joga nem no Liverpool, Diego mais parece uma enceradeira. Atacantes, mais dois comentários. Pato e Thiago Neves, do Fluminense. Técnico? hahahahahaha. Prefiro me resignar, ou melhor, fazer um rápido comentário. Foi um grande jogador.

Diante disso, me resta apenas fazer o mesmo gesto dos craques da foto acima e aguardar.

Trato é trato já contrato é contrato

Qual o percentual de risco que um clube corre ao contratar um jogador de futebol? Alguém se arrisca? E se o clube desembolsa milhões para contar com o futebol de um atleta e no primeiro mês de trabalho ele rompe os ligamentos do joelhoe fica metade do controato inativo? Pois é, nisso os empresários não pensam na hora de vender esse jogador a outro clube. Só pensam na sua conta bancária que engorda a cada negociação.

Vejam o Guiñazu, por exmeplo. Ele veio para o Inter, que desembolsou uma quantia só revelada pela imprensa, pois o clube nunca confirmou valores dessa negociação, e desempenhou um grande futebol. Porém, só ganhou uma Copa Dubai, que não vale nada em termos de conquistas, e um Gauchão. Até aí tudo bem. Só que a multa rescisória do contrato dele é de U$ 20 milhões e ele vai sair por menos de U$ 5 milhões, pelo menos é o que conta a mesma imprensa.

Agora, imaginem se ele se arrebenta em uma partida e fica fora da equipe durante um bom tempo. Quem arca com as conseqüências financneiras? Resposta: o clube. E se ele não corresponde a altura do seu investimento? Quem arca? Resposta: o clube.

Ora! Nada mais justo então do que se fazer cumprir o contrato na sua totalidade. Como a lei mudou e os clubes não são mais donos dos passes dos atletas majoritariamente, é plausível que os empresários, que assinaram o contrato, o cumpram, isto é, o Guiñazu só sai do Inter se o clube interessado em levá-lo pagara a multa ou pelo menos boa parte dela. Só que a pressão dos empresários é tamanha que o clube praticamente se vê obrigado a vender o atleta pelo que oferecem de forma a não criar uma indisposição entre clube-jogador-empresário.

Quem perde? Resposta: o clube, pois é preciso analisar o custo-benefício. Quanto até hoje o Inter desembolsou com salários, direitos de imagem, etc., e quanto vai sair ganhando com a venda do mesmo? Negócio da China? Não sei, mas que está na hora de mudar, isso está, porque contrato é contrato e tirem fora o trato dessas negociações, urgentemente.

Sai Celso Roth

Não adianta. Basta o técnico que tem a segunda melhor campanha no Brasileirão tirar o Leo de campo para o torcedor chamá-lo de burro. Garanto que tem mais técnico no País querendo ser chamado de burro. Com certeza, é melhor do que ser chamado do incompetente, inútil, fracassado, entre outros adjetivos mais "pesados". O Celso Roth pode ser campeão do Mundo que continuará sendo chamado de burro pelo torcedor gremista. Agora eu me pergunto o por que disso? A resposta seria óbvia. O torcedor em geral ainda não esqueceu as eliminações precoces no Gauchão e, muito menos, na Copa do Brasil este ano. Mas deu, chega! Isso já passou. Pior teria sido se o co-irmão tivesse comemorado o título. Aí a dor seria maior, mas isso não aconteceu.

Agora, convenhamos. Vida de treinador não é nada fácil. Ele, simplesmente deu um nó tático no bom time do Cruzeiro, que perdeu por 1x0 graças ao seu excelente goleiro Fábio, pois o placar poderia ter sido maior, chegou a vice-liderança e ainda teve que ouvir vaias. Por isso, técnico tem que ganhar o que ganha. Nunca consegue agradar ninguém. É impressionante como todo mundo é técnico e jogador de futebol nesse mundo. Fico abismado como não descobrem esses talentos nas arquibancadas. O que dizer dos jornalistas críticos, ou melhor, aqueles que "batem" ferozmente no trabalho dos treinadores. Por que eles não saem de trás das suas colunas mal escritas e vão a campo treinar algum time, já que se acham no direito de dizer como se deve fazer? Por que não foram treinadores ao invés de escolheram outras profissões. Mais lindo ainda é ver o Batista, ex-jogador de Seleção Brasileira, que já disputou Copa do Mundo fazer aqueles comentários enfadonhos na TV de como se deve armar um time, mas tudo bem, ele é o Batista, hein ôoooo......

Enfim, poderia ficar aqui escrevendo até o final do ano sobre isso, mas o que quero dizer é que sou partidário de críticas construtivas em todas as áreas, sejam elas de política, esporte, economia, etc. Mas as críticas oportunistas eu sou totalmente contra, do contrário, tentem fazer melhor. É esse pensamento que deve confortar o Celso Roth. Vice-líder da maior competição nacional e ainda tem que ouvir alguns "sábios" torcedores vaiando o seu trabalho. Se futebol também não fosse coisa séria eu sugeria aos técnicos vaiados ou chamados de burro que aproveitassem a entrevista coletiva para convidar esses torcedores a treinar o clube durante um mês, ou até mais tempo. Caso contrário, se não tem talento para treinar certo ou errado, resigne-se a torcer ou a ficar quieto.

quinta-feira, maio 15, 2008

Vexame? Vergonha? Papelão? Qual a melhor definição?

Sei que jornalisticamente falando não se colocam perguntas logo no título do texto. Mas vou abrir um parêntese. O negócio é o seguinte: todo mundo viu, ou leu, ou escutou o que aconteceu na Ilha do retiro ontem, 14 de maio de 2008, então não preciso relatar, ou melhor, detalhar como foi a partida. É bom não esquecer, inclusive os jogadores, comissão técnica e dirigentes do Inter. Venderam para a torcida uma ilusão. O torcedor do Inter está hoje resignado com a sua dor de perdedor, de derrotado.

Venderam para a torcida colorada uma promessa que eles sabiam que não poderiam cumprir. Querem cem mil sócios no ano do centenário (dinheiro entrando). Só espero que não se esqueçam de dar títulos em troca para esse sócio-torcedor que hoje está ferido depois da derrota por 3x1 para o multi campeão Sport Club Recife. Após ouvir diversas vezes as tentativas de explicações, sugiro que a direção do Inter se resigne assim como o torcedor. Fique quieta e não dê respostas enfadonhas, evasivas. Dê, preferencialmente, respostas convincentes e o título do Brasileirão.

Mas enfim, vamos aos fatos. Que o Inter jogou em um nível abaxi do medíocre isso é unanimidade. Agora, inexplicável a atuação no segundo tempo e, sobretudo, a atuação de alguns jogadores de enorme prestígio do Beira-Rio. Jonas me lembrou o Leandro Guerreiro naquela semifinal de Brasileirão contra o Cruzeiro no Mineirão, quando o jogo estava empatado em 2x2 e o cidadão, simplesmente tenou proteger a bola e deixá-la sair pela lateral. Acabou perdendo e... gol de Fábio Júnior, lembram? Pois é, como um time de tamanho prestígio e rotulado como favorito tem um desempenho tão ridículo como o de ontem? E mais, como o Jonas veste a camisa do Inter? Não estou atribuindo a ele a errota, mas sim parte dela.

E o Fernandão? E o Alex e o.... time todo? Algo aconteceu, não sei o que, mas a mudança de comportamento tático do time em 15 minutos de intervalo não se explica somente pela determinação do adversário, que convenhamos, tem Leandro Machado, Luisinho Neto, Carlinhos Bala, Durval, Dutra, humpf!

Depois de mais essa eliminação na Copa do Brasil, é melhor tirar o salto, fechar a boca e jogar bola, pois no Brasileirão não tem Juventude para mascarar o desempenho e o trabalho no Inter.

Agora, que para muitos colorados doeu, isso doeu.

domingo, maio 11, 2008

Alívio


Aliviado, pelo menos por mais uma semana. É assim que o ex-técnico, hoje técnico e futuro ex-técnico do Grêmio se encontra. A vitória pelo placar mínimo na noite deste sábado sobre o atual campeão Brasileiro, o São Paulo, deu, além de fôlego, mais uma semana de emprego para o Celso Roth.

Técnico vive de vitórias, jogadores cumprem contrato. Agora, convenhamos, não existe técnico milagroso quando o time que ele tem em mãos beira a medíocridade. Não é o caso do tricolor dos Pampas, mas diante das eliminações no Gauchão e na Copa do Brasil, temos que analisar um conjunto todo da obra. Direção, time e treinador. Tá! O Roth não é lá essas coisas, mas diante dos fatos vou defendê-lo.

É impressionante como a mídia gaúcha está praticando um Jornalismo esportivo, no mínimo, enfadonho, chato, sensacioanlista. Durante meus comentários na rádio Pampa na sexta-feira, 9, disse que, ao invés de criticar ou analisar precipitadamente a organização tática do time gremista para a estréia no Brasileirão, preferia falar somente após a partida. E não é que justamente o jogador que ele optou para entrar no lugar do Willian Magrão marcou o gol da vitória. Justamente o Pereira, contestado e criticado por muitos torcedores. Vale lembrar que essa não foi a primeira vez que este atleta salvou o time. No gauchão já havia sido assim também.

Enfim, Grêmio com uma atuação que deu para o gasto como dissemos, mas que, acima de tudo, trouxe os três pontoscom uma vitória sobre o todo poderoso São Paulo de Muticy Ramalho. Técnico tem que ter sorte também, quem disse que não. Colocou o Preirão e ele fez o gol da vitória. Tranqüilidade? Acredito que não. Alívio seria a resposta certa, pois certamente essa vitória lhe deu mais uma semana de salário. Basta uma nova derrota, para que tudo volta a tona.

Agora o que eu não gosto é em uma entrevista coletiva os jornalista do Sul do páis insistindo em perguntas sobre a tensão no trabalho, sobre a falta de credibilidade do técnico. Ele ganhou, o time ganhou. Analisem o jogo, afinal eles foram para São Paulo cobrir isso. Eis que um repórter de São Paulo perguntou: - Só falaram sobre o seu trabalho, onde o Grêmio ganhou do são Paulo? Eu se fosse o Roth, levantaria, aliviado, bateria palmas para a pergunta do repórter e depois responderia, aliviado.

DE VOLTA, E PARA FICAR

Enfim, mais de um ano depois da última publicação e de alguns leitores que se manifestaram bem sobre o blog, estou de volta. Vim para ficar, eu espero, eu quero. Mas sabe como é que são as coisas da vida. Disciplinas sugando o meu precioso tempo, TC me tirando a paciência, mesmo assim, prometo que vou fazer de tudo para fazer meus ex-leitores se tornarem meu leitores novamente.

Daqui para frente toda a semana será possível ter um visão um pouco mais crítica do que é o futebol, sempre claro com uma pitadinha de bom humor.

Abraços e .... VOLTAREMOS